top of page

Servidores públicos protestam contra protocolo de retorno ás aulas

  • Foto do escritor: Agência VersAto
    Agência VersAto
  • 12 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

Manifestantes acusam o Governo do Estado de São Paulo de negligência e "minimalismo" em protocolo divulgado


Foto: Marcos Marinho

No começo da tarde desta terça-feira 11, professores e colaboradores das escolas municipais de São Paulo protestaram em frente a sede da Secretaria Municipal de Educação, localizada na Praça da República, contra o retorno das aulas.

A maior crítica dos manifestantes é a falta de segurança e o perigo dos protocolos exigidos pelo governo do estado para o regresso presencial das aulas. Com gritos em prol da vida, professores buscam diálogo com a Secretaria de Educação para evitar o retorno escolar e, por consequência, um grande aumento de contaminações da COVID-19.

O protocolo apresentado pelo governo e recomendado pelo Ministério da Saúde trata da obrigatoriedade e a necessidade de se garantir o distanciamento social dos alunos, aumentando ainda mais os questionamentos da classe sobre as recomendações.

A equipe gestora e os supervisores das unidades educacionais da Diretoria Regional de Educação (DRE) de São Paulo, publicou um manifesto, onde expõe as falhas e incongruências do protocolo setorial da educação do estado. O protesto traz questionamentos e considera que o protocolo sanitário apresentado é bem minimalista. As equipes do DRE afirmam que não se pode pensar, apenas, em “condições possíveis”, mas sim, garantir as “condições necessárias” para a manutenção de todas as vidas. Além disso, o manifesto expõe uma possível discriminação educacional e desproteção alimentar e sanitária.

Foto: Marcos Marinho

Um dos pontos cruciais da publicação atenta para o caso de que a maior parcela de infectados na capital paulista são moradores de bairros periféricos, já que o isolamento social para frear o aumento do número de casos da doença nessas regiões, é quase inexistente. Um dos principais exemplos é o Jardim Ângela, na zona sul, que liderava o número de internações por COVID na capital, (919 até 9 de junho), e é basicamente, em bairros como esse, que se concentra maior parte das escolas públicas do estado de São Paulo.

Relatos de alguns professores da rede pública comprovam as questões levantadas pelo manifesto. Dias, que atua há 30 anos como professora, diz que não encontrou justificativas pedagógicas consistentes para o retorno das atividades escolares, e muito menos para o principal, que é a aprendizagem.

Dias relata também, que bebês e crianças não merecem ser expostos ao risco que é proposto, já que grande parte das atividades, partem de interações dos alunos para com os professores.

Números reais mostram que o retorno às aulas de forma mal planejada, pode trazer grandes prejuízos para a sociedade. Nos Estados Unidos, após duas semanas de funcionamento escolar, 97 mil crianças foram infectadas pelo novo coronavírus. Os dados foram divulgados pela Universidade Vanderbilt.

No Brasil, o Amazonas foi o primeiro estado a retomar as atividades educacionais presencialmente. Com capacidade de 50%, 123 escolas estaduais voltaram a funcionar com protocolo de segurança que em tese, dificultaria a contaminação pelo vírus.

Mesmo com as diversas reivindicações dos órgãos educacionais e protestos dos agentes de ensino, o governo de São Paulo remarcou o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares para o dia 7 de outubro. O anúncio da nova data foi feito pelo governador João Dória (PSDB) na última sexta-feira, 7 de Agosto.



Por: Marcos Marinho

Comentários


© 2020 VersAto Comunicações Wix.com

bottom of page