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Ouvindo a voz que ensina

  • Foto do escritor: Agência VersAto
    Agência VersAto
  • 15 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de out. de 2020


Arte: Beatriz Brito

15 de outubro, dia dedicado ao professor. Numa data tão especial como essa, não se pode deixar de mencionar a importância da função de ser um educador, principalmente em uma sociedade como a brasileira que pouco os valorizam e muito maltratam.


Para isso, a Agência VersAto, entrevistou Maria de Fátima Soares, morada da zona sul de SP. Formada em Estudos Sociais, com habilitação em História, trabalhou na Secretaria Estadual da Educação do Estado de São Paulo por 28 anos e 9 meses. Neste bate-papo super dinâmico, a professora revela quais foram suas principais motivações e dificuldades


Quem te incentivou a escolher essa área?


Quando estudei no Ensino Fundamental, tive uma professora de História maravilhosa, que me fez se apaixonar pela área.


O que te motivou durante todo este período lecionando?


O amor que tenho pela educação, sempre tive em mente, que poderia fazer a diferença, na vida dos meus alunos. Eu não os via apenas como alunos, mas sim cidadãos em potencial na formação de seus direitos e deveres e que tinham potencial, para correr atrás de seus sonhos.


Qual a sensação de ver ex-alunos se graduando no nível superior e trilhando seu caminho?


Me sinto realizada, pois não existe palavras para descrever a felicidade de ver, que de alguma forma contribuí para o feito.




Quais os momentos mais difíceis como professora?


Algumas perdas de alunos, como sempre trabalhei em periferias, o trabalho muitas vezes com situações adversas, por causa do meio social.


Quais os desafios de lecionar em escolas periféricas?


Nas escolas periféricas, o professor (a), muitas vezes tem que lidar com alunos, que vêm de lares desestruturados, e tem que se equilibrar para conseguir passar seu conteúdo. Mas também temos alunos, com uma boa base familiar, onde conseguimos apoio para desenvolver um bom trabalho. O maior desafio, é fazer um bom trabalho, com estas duas realidades tão diferentes.



Como avalia a atuação do poder público com os educadores?


O poder público através de leis tenta de uma certa forma, sanar as lacunas, mas ainda falta muito chão para percorrer, e sanar todas as falhas no sistema


Quais palavras de incentivo você deixa para quem quer ser professor (a)?


Creio que há cada dia, teremos menos jovens interessados em ser professor. As condições são precárias, salários baixos e uma realidade cada vez mais difícil. Então aos jovens que decidirem seguir esta carreira, saibam que "desafios" será seu maior companheiro de profissão. Mas é maravilhoso ver um aluno, chegar ao ensino superior e alcançar seus objetivos profissional.



Por: Douglas Reis




 
 
 

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